Sobre desistir e brincar de vida

Que a vida não é a coisa mais justa do mundo nós sabemos. Ela curte muito brincar de Show do Milhão, nos escolher como jogadores e fazer perguntas difíceis, onde nossas respostas definem se ganhamos tudo, ou voltamos embora de mãos abanando.

Como eu passei por alguns momentos de tensão alguns anos atrás, resolvi que levaria tudo na maior e mais saborosa rotina, pra evitar ser pego de surpreso por essa danada chamada vida.

Mas né, é quando estamos mais calmos sentados em nosso sofá que o terremoto decide começar. É bem quando você está mais desprevenido e de guarda baixa que a guerra começa.

Pois é, nas últimas semanas a bandeira foi levantada e a guerra psicológica começou. Aquele Luide todo sussa e relax, com sua vidinha pacata no interior foi posto a prova.

Foi então que nesse agito todo a vida me colocou em uma sinuca, aquela perguntinha lá que vale um milhão: Se alguém que você realmente ama chega até você e diz: “Desista de mim”, o que você faria? Desiste? Acredita que o amor ainda tem o dom de mudar pessoas e pode virar o jogo?

Bem, aí é que dividimos os dois tipos de pessoas que existem: As frias e que pensam em si mesmos diriam: “Desistir de você? Com todo prazer. Continua com a sua vida que eu sigo a minha. Não vou morrer de amor”. As que ainda tem a cabeça no século passado e um pouco de romantismo diriam: “Jamais desistirei! Eu te amo e vou lutar até o fim por esse amor”.

Eu, como um bom entendedor do assunto “levar um pé na bunda”, deveria ter a resposta na ponta da língua e digitar milhões de linhas de texto aqui provando por A mais B que minha resposta está certa.

Mas não, nem isso eu consigo. Sou tão falho que até quando o assunto é falha, eu falho. Sei lá, é algo crônico. Enfim.

Eu deveria estar louco, desesperado pelo fato da minha rotina ter sido abalada e por estar aqui, diante do Silvio Santos, digo, vida, prestes a responder a essa pergunta. Mas sinceridade? Não quero.

Como diria um texto que li a mais ou menos 4 anos e até hoje não me esqueço: “Quero ter o coração calejado como as mãos do camponês, quero ver que a vida passou por mim e que me deixou marcas.”.

Então, que seja feita a minha vontade.

  1. tiagosantana reblogged this from etristemorarsozinho
  2. eletricz reblogged this from etristemorarsozinho
  3. etristemorarsozinho posted this